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O Céu Estrelado - De Janeiro a Dezembro

 
 

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 EUROPEAN SOUTHERN OBSERVATORY - HUBBLE/NASA - HUBBLECAST/ESA - ASTRONOMY

Viaje para longe, fazendo o download de nosso vídeo Céu Estrelado, sobre o universo (em breve): Clique Aqui!

Vamos olhar as estrelas? O céu do Brasil tem a riqueza característica do céu do hemisfério sul, no qual encontramos belas constelações, como o Cruzeiro do Sul, Órion e Escorpião, dentre outras. Já disseram que olhar para o céu é olhar para o passado. A luz de muitas estrelas longínquas, depois de viajar incontáveis anos-luz através do espaço cristalino, chega finalmente à Terra, portanto; muitas delas podem até já ter desaparecido, tendo deixado apenas a luz que continua a vagar através do tempo e do espaço. Por isso mesmo, algumas partes do céu que contemplamos hoje em dia podem não ser as mesmas que devem ter brilhado na época dos dinossauros, há milhões de anos atrás. Aquele céu daquela época deve ter mostrado estrelas de um céu primitivo, que existiram há bilhões de anos, antes mesmo da existência dos sáurios ou da Terra.

Você não tem telescópio nem binóculo? Não tem importância nenhuma, tanto faz. A vista normal pode observar muitos planetas do nosso Sistema Solar, nebulosas e acerca de 6 mil estrelas. Basta que a noite esteja pura, isto é, sem nebulosidade e sem o luar da lua cheia que clareia muito o céu. Nessas noites, é possível captar no espaço, milhares de pontos luminosos trêmulos que desde a antiguidade cativam a imaginação e curiosidade humana. Esses pontos trêmulos que parecem cintilar, na verdade aparecem assim devido à refração do ar devido ao calor em nossa atmosfera. Os Índios Tupinambás identificavam as estrelas como os espíritos dos grandes guerreiros, venerando Pedras Sagradas, segundo eles, caídas do céu, localizadas na região dos Lagos no Estado do Rio de Janeiro.

As noites no Litoral Sul, são de uma pureza inacreditável, sendo possível a observação de estrelas, planetas, satélites artificiais e até mesmo nebulosas, tudo a olho nu. A medida que a orla das praias torna-se cada vez mais urbanizada com o aumento e acúmulo da iluminação pública, especialmente a de vapor de sódio (amarelada), esta tem prejudicado a observação. Portanto, deve-se escolher um ponto de observação que não seja atingido "diretamente" por este tipo de iluminação. Há centenas de locais onde é possível a plena observação celeste. A área rural, praias afastadas, todo o litoral, morros e até mesmo o quintal de casa, desde que sem a incidência da luz artificial da iluminação pública, ou que não seja qualquer outro local sujeito ao acúmulo dessa iluminação "direta", podem ser locais excepcionais para a observação do céu.

Sistema Solar

As estrelas têm luz própria, como o nosso Sol. Os planetas não possuem luz própria; giram em torno de uma estrela formando um sistema planetário. A ciência ensina que as nuvens de gás, girando em torno de uma estrela, depois de bilhões de anos, dão origem aos planetas. Nosso Sistema Solar é composto pela nossa Estrela Amarela que é o Sol e os planetas que giram em torno da mesma. Atualmente os planetas em torno do Sol, são classificados pela Astronomia na seguinte ordem: Mercúrio, Vênus, a Terra e a Lua (satélite natural), Marte, Cinturão de Asteróides, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Plutão e sua lua, Charon, foram recentemente classificados como planetóides, possuindo órbita irregular, assim como foi identificada uma série de outros corpos celestes gelados (dentre eles o maior, batizado com o nome indígena americano de Quaoar) localizados nos limites externos do Sistema Solar, no local chamado de Cinturão Kuiper. Os maiores planetas do nosso Sistema Solar como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, possuem um grande número de luas (satélites naturais).

A ciência nomeou os planetas e muitos outros corpos celestes embasando-se na Mitologia Romana, que por sua vez originou-se na Mitologia Grega e seu panteão de falsos deuses e semi-deuses. Curiosamente, os nomes dos dias da semana sobretudo em outras línguas latinas, como o Francês, Italiano e Espanhol e até mesmo no Inglês (língua Germânica), possuem origem nos nomes de origem mitológica com os quais foram batizados os planetas e o Sol:

Domingo / Sunday / Dimanche (Dia do Sol); Segunda / Monday / Lundi (Dia da Lua); Terça / Mardi (Dia de Marte); Quarta / Mercredi (Dia de Mercúrio); Quinta / Jeudi (Dia de Júpiter); Sexta / Vendredi (Dia de Vênus) e Sábado / Saturday / Samedi (Dia de Saturno).

Universo e Panspermia

Nosso sistema planetário, chamado de Sistema Solar, localiza-se em algum ponto quase nos limites externos da Via Láctea, que é a nossa Galáxia. A Galáxia mais próxima da nossa é a Galáxia de Andrômeda, localizada acerca de 2 milhões de anos-luz. Nossa galáxia localiza-se dentro de um todo, chamado de Universo, que por sua vez é composto de uma imensidão impensável de galáxias contendo estrelas, constelações, outros sistemas planetários que abrigam exoplanetas ou planetas extra-solares, nebulosas, pulsares, quasares, anãs brancas, buracos negros, estrelas duplas e outros corpos celestes, além de uma misteriosa matéria negra encontrada no espaço. Constelações são agrupamentos aparentes de estrelas os quais os astrônomos da antiguidade imaginaram formar figuras de pessoas, animais ou objetos. Cometas são corpos celestes compostos de gelo e rocha, considerados como "sobras" da criação de nosso Sistema Solar. Discute-se se o choque deles com planetas como no caso da Terra, teria dado origem à vida. A esta teoria ainda não provada dá-se o nome de Panspermia que é a hipótese segundo a qual as sementes de vida são prevalentes em todo o universo e que a vida na Terra começou quando uma dessas sementes aqui chegou, tendo então se propagado.

Exoplanetas

Na época da inquisição na Itália, no final da Idade Média, um filósofo e cientista brilhante em sua época, Giordano Bruno, costumava dizer que tolos eram aqueles que acreditavam que a Terra era o único local que possuía vida no universo. Para ele, todo o universo era povoado e se expandia, com a mesma diversidade de vida que encontramos aqui na Terra. O fato é que os astrônomos ao observarem  céu, sempre imaginaram cada estrela possuindo um Sistema Solar como o nosso, mas o difícil era a prova definitiva. Uma grande parte das estrelas observadas nos telescópios, dentro do campo visível, é de estrelas solitárias, sem nenhum planeta girando em torno das mesmas. Contudo, na segunda parte do século 20, foi comprovado por observação indireta, que determinadas estrelas possuíam intervalos em seu brilho o que mais tarde ficou comprovado serem planetas girando em torno das mesmas. Já foram observados mais de 300 planetas e alguns deles possuem grandes chances de abrigarem vida como a Terra. Esses planetas por se encontrarem fora do Sistema Solar são chamados de Exoplanetas. Se por uma lado existem grandes chances de existir vida em outros planetas, por outro, pondera-se que no caso de nosso Sistema Solar, se não fosse a existência de uma série de fatores que contribuem para a vida, esta seria impossível mesmo aqui na Terra. É a chamada Teoria da Terra Rara.

Teoria da Terra Rara

Como afirmado acima, para esta teoria, a vida na Terra somente é possível graças a uma série de fatores protetores da própria vida e cuja existência dos mesmos corrobora para a continuidade e existência da mesma. Entre esses fatores temos a distância na medida certa do Sol, fazendo da Terra um local nem muito gélido nem quente demais; a existência da água em grande quantidade e oxigênio; e ainda, algo muito importante: a existência do gigante Planeta Júpiter dentro do nosso Sistema Solar, atraindo para ele todos os cometas, bólidos e asteróides que caso contrário, bombardeariam nossa atmosfera e nosso planeta Terra a todo instante. A isto se dá o nome de Teoria da Terra Rara, pois a cada fator a mais, diminui a probabilidade de vida em outros locais do universo, pois a vida, dependeria da concorrência de toda esta série de fatores para poder desenvolver-se por completo como aqui na Terra. Vejamos quais são os planetas existentes em nosso Sistema Solar, abaixo:

Sol (Estrela) Mercúrio Vênus* Terra Lua* (Satélite) Marte*
Júpiter* Saturno* Urano Netuno Plutão e Charon Cometa

*PLANETAS DE FÁCIL OBSERVAÇÃO A OLHO NU OU COM PEQUENO TELESCÓPIO (LUNETA)

Vênus

É o planeta mais fácil de ser identificado pois está bem próximo da Terra. No verão, aparece do lado do poente ao S, acima do horizonte, como uma estrela bem brilhante, desaparecendo ao cair da noite para reaparecer novamente do lado contrário, no início do dia, acima do horizonte na direção do nascente. É chamada de Magelone, "a estrela dos pastores" no Sul da França, na Provença. Também chamado de "a estrela d'alva".

Lua

É o satélite natural da Terra, é de fácil observação. O uso de um bom binóculo ou luneta/pequeno telescópio revela a superfície cheia de crateras de um mundo inóspito e desértico.

Marte

Marte é um planta pouco menor do que a Terra. Devido ao tamanho pequeno e à distância da Terra, talvez possa passar desapercebido. Contudo, o brilho avermelhado deste planeta revela sua identidade inequívoca. Planeta que curiosamente possui quase a mesma duração do dia terrestre e uma tênue atmosfera. Especulava-se se as calotas polares do planeta pudessem conter água congelada, o que provou ser verdadeiro. Espera-se encontrar nesta água, indícios de vida atual ou já extinta no planeta. Formações estranhas ao longo da superfície do planeta indicariam, em tese, a existência de vida atual ou já extinta (não provado).

Nebulosas de Magalhães

A Grande e a Pequena Nebulosa de Magalhães, são de fácil observação e podem ser observadas a olho nu assim como toda a Via Láctea, que mais se assemelha a um rio de estrelas que atravessa a abóbada celeste. Há satélites artificiais que passam sobre o Litoral Sul que também podem ser facilmente identificados.

Júpiter

Gigante gasoso, é o maior planeta do Sistema Solar, facilmente identificado. Pode ser confundido às vezes com a estrela Sírius, só que esta, não é planeta, mas sim uma estrela e possui uma coloração mais azulada. Júpiter tem cor mais esbranquiçada. Observado com um pequeno telescópio, mostra diversos pequenos pontos em torno do planeta, que são de fato suas numerosas luas. ë o planeta protetor da Terra na Teoria da Terra Rara, pois atrai para si muitos asteróides e cometas que poderiam bombardear e destruir a vida na Terra.

Saturno

Também é fácil de ser identificado. Nas noites de verão, localiza-se ao SW acima do horizonte entre 22:00 e 23:00 horas. Possui coloração amarelada bem pálida e se observado com um telescópio ou mesmo binóculo bom, revela seus anéis inconfundíveis.

As Três Marias

São facilmente identificadas no céu e visíveis em todos os meses do ano. São três estrelas próximas, dentro da Constelação de Órion. As cartas Celestes, mostram a posição dessas estrelas.

Cruzeiro do Sul

É identificada como Crux nas Cartas Celestes, sempre próxima do Pólo Celeste Sul. Embora pequena, é umas das constelações mais importantes, brilhantes e talvez a mais conhecida no Hemisfério Sul. Pode ser facilmente identificada no céu, exceto nos meses de primavera, durante os quais fica abaixo do horizonte em determinados horários (como pode ser notado nas cartas celestes dos meses de outubro, novembro e dezembro). Estas são as estrelas que compõe o Cruzeiro do Sul: alfa-Crucis, também chamada de Acrux, Magalhãnica ou Estrela de Magalhães, representa a parte de baixo do braço maior da cruz e é a mais próxima do Pólo Celeste Sul; a estrela beta-Crucis; a estrela gama-Crucis, uma estrela de cor ligeiramente avermelhada e que, por isso, recebe também o nome de Rubídea e finalmente; o lado do braço menor da cruz composto pela estrela delta-Crucis, ou Pálida. Há, ainda, no Cruzeiro, além dessas 4 estrelas, uma quinta estrelinha, épsilon-Crucis, menos brilhante que a Pálida. Por não pertencer nem ao braço maior e nem ao braço menor da cruz, ela é carinhosamente chamada pelos brasileiros de "A Intrometida". Na verdade, a Intrometida mais ajuda do que atrapalha, pois ela facilita a localização do Cruzeiro no céu.

Constelação Tucana

Esta é uma homenagem da Astronomia a uma ave Brasileira, o tucano, cujo nome é de origem Tupi. Tucana, o Tucano é uma constelação do Hemisfério Celestial Sul. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Tucanae. Na sua extremidade sul está a Pequena Nuvem de Magalhães. Visível a maior parte do ano, fica abaixo do horizonte, portanto invisível, somente durante os meses de outono, ou seja; durante certos horários em março, abril e maio. As estrelas que a compõe são: alpha Tuc ou alpha Tucanae; beta Tuc ou beta Tucanae; gamma Tuc ou gamma Tucanae; delta Tuc ou delta Tucanae; kappa Tuc ou kappa Tucanae. As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Phoenix, Grus, Indus, Octans e Hydrus.

Cartas Celestes

Abaixo você encontra uma série de cartas Celestes com a posição das principais estrelas de janeiro a dezembro. Imprima-as, cole cada uma numa cartolina do tamanho da carta e plastifique-as. As cartas representam o aspecto do céu às 20 horas e 30 minutos do dia 15 de cada mês. É fácil aplicar as cartas para outras épocas do ano ou horas do dia. A tabela abaixo facilitará este cálculo. Exemplo: se desejar observar o céu dia 15 de junho às 0h30m, utilize a carta nº 8; se desejar observar o céu dia 15 de setembro às 20h30m ou às 4h30m, utilize respectivamente as cartas de nº 9 e nº 1. Desta forma, as cartas oferecerão o aspecto do céu para qualquer hora do dia ou da noite, durante todo o ano. Importante: quando se observa o céu, o nome do setor do céu observado (exemplo S - Sul), com a carta de pé em sua frente, deve ficar voltado para baixo; neste exemplo, gire o mapa de forma que o Sul fique voltado para baixo. Para localizar as estrelas, escolha um bom ponto de observação posicionando a carta corretamente de acordo com o setor do céu a ser observado e bom divertimento!

Tabela de Horários Para o Uso das Cartas

ilustração tabela de horários

Cartas Celestes

1. janeiro (Capric.) 2. fevereiro (Aqua.) 3. março (Peixes) 4. abril (Áries) 5. maio (Touro) 6. junho (Gêmeos)
7. julho (Câncer) 8. agosto (Leão) 9. set. (Virgem) 10. outubro (Libra) 11. nov. (Escorp.) 12. dez. (Sagit.)

Cartas Celestes para a Região Equatorial e as Regiões Polares.

Equatorial 1 Equatorial 2 Equatorial 3 Polar Norte Polar Sul ilustração

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