Viaje para
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Vamos olhar as
estrelas? O céu do Brasil tem a riqueza característica do céu do
hemisfério sul, no qual encontramos belas constelações, como o
Cruzeiro do Sul, Órion e Escorpião, dentre outras. Já disseram que olhar para o céu é olhar para o
passado. A luz de muitas estrelas longínquas, depois de viajar
incontáveis anos-luz através do espaço cristalino, chega finalmente à Terra, portanto; muitas
delas podem até já ter desaparecido, tendo deixado apenas a luz
que continua a vagar através do tempo e do espaço. Por isso
mesmo, algumas partes do céu que contemplamos hoje em dia podem
não ser as mesmas que devem
ter brilhado na época dos dinossauros, há milhões de anos atrás.
Aquele céu daquela época deve ter mostrado estrelas de um céu primitivo, que existiram há
bilhões de anos, antes mesmo da existência dos sáurios ou da
Terra.
Você não tem
telescópio nem binóculo? Não tem importância nenhuma, tanto faz.
A vista normal pode observar muitos planetas do nosso Sistema
Solar, nebulosas e acerca de 6 mil estrelas. Basta que a noite esteja pura,
isto é, sem nebulosidade e sem o luar da lua cheia que clareia
muito o céu. Nessas noites, é possível captar no
espaço, milhares de pontos luminosos trêmulos que desde a
antiguidade cativam a imaginação e curiosidade humana. Esses
pontos trêmulos que parecem cintilar, na verdade aparecem assim devido à refração do ar devido ao calor em nossa atmosfera.
Os Índios Tupinambás identificavam as estrelas como os espíritos
dos grandes guerreiros, venerando Pedras Sagradas, segundo eles,
caídas do céu, localizadas na região dos Lagos no Estado do Rio
de Janeiro.
As noites no
Litoral Sul, são de uma pureza inacreditável, sendo possível a
observação de estrelas, planetas, satélites artificiais e até
mesmo nebulosas, tudo a olho nu. A medida que a orla das praias
torna-se cada vez mais urbanizada com o aumento e acúmulo da iluminação
pública, especialmente a de vapor de sódio (amarelada), esta tem prejudicado a
observação. Portanto, deve-se escolher um ponto de observação
que não seja
atingido "diretamente" por este tipo de iluminação. Há centenas de
locais onde é possível a plena observação celeste. A área rural,
praias afastadas, todo o litoral, morros e até mesmo o quintal de casa, desde
que sem a incidência da luz artificial da iluminação pública, ou que não seja
qualquer outro local sujeito ao acúmulo dessa iluminação "direta",
podem ser locais
excepcionais para a observação do céu.
As estrelas
têm luz própria, como o nosso Sol. Os planetas não
possuem luz própria; giram em torno de uma estrela formando um
sistema planetário. A ciência ensina que as nuvens de gás,
girando em torno de uma estrela, depois de bilhões de anos, dão
origem aos planetas. Nosso Sistema Solar é composto pela
nossa Estrela Amarela que é o Sol e os
planetas que giram em torno da mesma. Atualmente
os planetas em torno do Sol, são
classificados pela Astronomia na seguinte ordem: Mercúrio, Vênus,
a Terra e a Lua (satélite natural), Marte, Cinturão de Asteróides, Júpiter, Saturno, Urano e
Netuno. Plutão e sua lua, Charon, foram recentemente
classificados como planetóides, possuindo órbita irregular, assim como
foi identificada uma série de outros corpos
celestes gelados (dentre eles o maior, batizado com o nome
indígena americano de Quaoar) localizados nos limites externos do Sistema Solar,
no local chamado de Cinturão Kuiper. Os maiores planetas do nosso Sistema Solar como Júpiter, Saturno, Urano e
Netuno, possuem um grande número de luas (satélites
naturais).
A ciência
nomeou os planetas e muitos outros corpos celestes embasando-se na Mitologia Romana, que por sua
vez originou-se na Mitologia Grega e seu panteão de falsos
deuses e semi-deuses. Curiosamente, os nomes dos dias da semana sobretudo em outras línguas latinas, como o
Francês, Italiano e Espanhol e até mesmo no Inglês (língua
Germânica), possuem origem nos nomes de origem mitológica com os
quais foram batizados os planetas e o Sol:
Domingo /
Sunday / Dimanche (Dia do Sol); Segunda / Monday / Lundi (Dia da
Lua); Terça / Mardi (Dia de Marte); Quarta / Mercredi (Dia de
Mercúrio); Quinta / Jeudi (Dia de Júpiter); Sexta / Vendredi
(Dia de Vênus) e Sábado / Saturday / Samedi (Dia de Saturno).
Nosso sistema
planetário, chamado de Sistema Solar, localiza-se em algum ponto quase nos limites
externos da Via Láctea, que é a nossa Galáxia.
A Galáxia mais próxima da nossa é a Galáxia de Andrômeda,
localizada acerca de 2 milhões de anos-luz. Nossa galáxia localiza-se dentro de um todo, chamado de
Universo, que por sua vez é composto de uma imensidão
impensável de
galáxias contendo estrelas, constelações, outros sistemas planetários que
abrigam exoplanetas ou planetas extra-solares, nebulosas,
pulsares, quasares, anãs brancas, buracos
negros, estrelas duplas e outros corpos celestes, além de
uma misteriosa matéria negra encontrada no espaço.
Constelações são agrupamentos aparentes de estrelas os quais
os astrônomos da antiguidade imaginaram formar figuras de
pessoas, animais ou objetos. Cometas
são corpos celestes compostos de gelo e rocha, considerados como
"sobras" da criação de nosso Sistema Solar. Discute-se se o
choque deles com planetas como no caso da Terra, teria dado
origem à vida. A esta teoria ainda não provada dá-se o nome de
Panspermia que é a hipótese segundo a qual as sementes de
vida são prevalentes em todo o universo e que a vida na Terra
começou quando uma dessas sementes aqui chegou, tendo então se propagado.
Na época da
inquisição na Itália, no final da Idade Média, um filósofo e
cientista brilhante em sua época,
Giordano Bruno, costumava dizer que tolos eram aqueles que
acreditavam que a Terra era o único local que possuía vida no
universo. Para ele, todo o universo era povoado e se expandia, com a mesma
diversidade de vida que encontramos aqui na Terra. O fato é que os astrônomos ao observarem
céu, sempre imaginaram cada estrela possuindo um Sistema Solar
como o nosso, mas o difícil era a prova definitiva. Uma grande
parte das estrelas observadas nos telescópios, dentro do campo
visível, é de estrelas solitárias, sem nenhum planeta girando em
torno das mesmas. Contudo, na segunda parte do século 20, foi
comprovado por observação indireta, que determinadas estrelas possuíam
intervalos em seu brilho o que mais tarde ficou comprovado serem
planetas girando em torno das mesmas. Já foram observados mais
de 300 planetas e alguns deles possuem grandes chances de
abrigarem vida como a Terra. Esses planetas por se encontrarem
fora do Sistema Solar são chamados de Exoplanetas. Se por uma
lado existem grandes chances de existir vida em outros planetas,
por outro, pondera-se que no caso de nosso Sistema Solar, se não
fosse a existência de uma série de fatores que contribuem para a
vida, esta seria impossível mesmo aqui na Terra. É a chamada
Teoria da Terra Rara.
Como afirmado
acima, para esta teoria, a vida na Terra somente é possível
graças a uma série de fatores protetores da própria vida e cuja
existência dos mesmos corrobora para a continuidade e existência
da mesma. Entre esses fatores temos a distância na medida certa do
Sol, fazendo da Terra um local nem muito gélido nem quente
demais; a existência da água em grande quantidade e oxigênio; e
ainda, algo muito importante: a existência do gigante Planeta
Júpiter dentro do nosso Sistema Solar, atraindo para ele todos
os cometas, bólidos e asteróides que caso contrário,
bombardeariam nossa atmosfera e nosso planeta Terra a todo
instante. A isto se dá o nome de Teoria da Terra Rara, pois a
cada fator a mais, diminui a probabilidade de vida em outros
locais do universo, pois a vida, dependeria da concorrência de
toda esta série de fatores para poder desenvolver-se por
completo como aqui na Terra. Vejamos quais são os planetas
existentes em nosso
Sistema Solar, abaixo:
Sol (Estrela)
Mercúrio
Vênus*
Terra
Lua* (Satélite)
Marte*
Júpiter*
Saturno*
Urano
Netuno
Plutão e Charon
Cometa
*PLANETAS DE FÁCIL
OBSERVAÇÃO A OLHO NU OU COM PEQUENO TELESCÓPIO (LUNETA)
É o
planeta mais fácil de ser identificado pois está bem próximo da
Terra. No verão, aparece do
lado do poente ao S, acima do horizonte, como uma estrela bem
brilhante, desaparecendo ao cair da noite para reaparecer novamente
do lado contrário, no início do dia, acima do horizonte na direção do nascente.
É chamada de Magelone, "a estrela dos pastores" no Sul da
França, na Provença. Também chamado de "a estrela d'alva".
É o satélite
natural da Terra, é de fácil observação. O uso de um bom
binóculo ou luneta/pequeno telescópio revela a superfície cheia
de crateras de um mundo inóspito e desértico.
Marte é um
planta pouco
menor do que a Terra. Devido ao
tamanho pequeno e à distância da Terra, talvez possa passar desapercebido.
Contudo, o brilho
avermelhado deste planeta revela sua identidade inequívoca.
Planeta que curiosamente possui quase a mesma duração do dia
terrestre e uma tênue atmosfera. Especulava-se se as calotas
polares do planeta pudessem conter água congelada, o que provou
ser verdadeiro. Espera-se encontrar nesta água,
indícios de vida atual ou já extinta no planeta. Formações
estranhas ao longo da superfície do planeta indicariam, em tese,
a existência de vida atual ou já extinta (não provado).
A Grande e a Pequena
Nebulosa de Magalhães, são de fácil observação e podem ser observadas a olho
nu assim como toda a Via Láctea, que mais se assemelha a um rio
de estrelas que atravessa a abóbada celeste. Há satélites
artificiais que passam sobre o Litoral Sul que também podem ser
facilmente identificados.
Gigante gasoso,
é o maior planeta do
Sistema Solar, facilmente
identificado. Pode ser confundido às vezes com a estrela Sírius,
só que esta, não é planeta, mas sim uma estrela e possui uma
coloração mais azulada. Júpiter tem cor mais esbranquiçada.
Observado com um pequeno telescópio, mostra diversos pequenos
pontos em torno do planeta, que são de fato suas numerosas luas.
ë o planeta protetor da Terra na Teoria da Terra Rara, pois
atrai para si muitos asteróides e cometas que poderiam
bombardear e destruir a vida na Terra.
Também
é fácil de ser identificado. Nas noites de verão, localiza-se ao SW acima do horizonte entre 22:00 e 23:00 horas. Possui
coloração amarelada bem pálida e se observado com um telescópio ou mesmo
binóculo bom, revela seus anéis inconfundíveis.
São facilmente
identificadas no céu e visíveis em todos os meses do ano. São
três estrelas próximas, dentro da Constelação de Órion. As
cartas Celestes, mostram a posição dessas estrelas.
É
identificada como Crux nas Cartas Celestes, sempre próxima
do Pólo Celeste Sul. Embora pequena, é umas das
constelações mais importantes, brilhantes e talvez a mais
conhecida no Hemisfério Sul. Pode ser facilmente identificada no
céu, exceto nos meses de primavera, durante os quais fica abaixo
do horizonte em determinados horários (como pode ser notado nas cartas celestes dos meses
de outubro, novembro e dezembro). Estas são as estrelas que
compõe o Cruzeiro do Sul: alfa-Crucis, também chamada de
Acrux, Magalhãnica ou Estrela de Magalhães, representa a
parte de baixo do braço maior da cruz e é a mais próxima do
Pólo Celeste Sul; a estrela beta-Crucis; a estrela
gama-Crucis, uma estrela de cor ligeiramente avermelhada e
que, por isso, recebe também o nome de Rubídea e
finalmente; o lado do braço menor da cruz composto pela estrela
delta-Crucis, ou Pálida. Há, ainda, no Cruzeiro,
além dessas 4 estrelas, uma quinta estrelinha, épsilon-Crucis,
menos brilhante que a Pálida. Por não pertencer nem ao braço
maior e nem ao braço menor da cruz, ela é carinhosamente chamada
pelos brasileiros de "A Intrometida". Na verdade, a Intrometida
mais ajuda do que atrapalha, pois ela facilita a localização do
Cruzeiro no céu.
Esta é uma
homenagem da Astronomia a uma ave Brasileira, o tucano, cujo
nome é de origem Tupi. Tucana, o Tucano é uma constelação do
Hemisfério Celestial Sul. O genitivo, usado para formar nomes de
estrelas, é Tucanae. Na sua extremidade sul está a Pequena Nuvem
de Magalhães. Visível a maior parte do ano, fica abaixo do
horizonte, portanto invisível, somente durante os meses de
outono, ou seja; durante certos horários em março, abril e maio. As estrelas que a
compõe são: alpha Tuc ou alpha Tucanae; beta Tuc ou beta Tucanae;
gamma Tuc ou gamma Tucanae; delta Tuc ou delta Tucanae; kappa
Tuc ou kappa Tucanae. As constelações vizinhas, de acordo com as
fronteiras modernas, são Phoenix, Grus, Indus, Octans e Hydrus.
Abaixo você
encontra uma série de cartas Celestes com a posição das
principais estrelas de janeiro a dezembro. Imprima-as, cole cada
uma numa cartolina do tamanho da carta e plastifique-as. As
cartas representam o aspecto do céu às 20 horas e 30 minutos do
dia 15 de cada mês. É fácil aplicar as cartas para outras
épocas do ano ou horas do dia. A tabela abaixo facilitará
este cálculo. Exemplo: se desejar observar o céu dia 15 de junho
às 0h30m, utilize a carta nº 8; se desejar observar o céu dia 15
de setembro às 20h30m ou às 4h30m, utilize respectivamente as
cartas de nº 9 e nº 1. Desta forma, as cartas oferecerão o
aspecto do céu para qualquer hora do dia ou da noite, durante
todo o ano. Importante: quando se observa o céu, o nome do setor
do céu observado (exemplo S - Sul), com a carta de pé em
sua frente, deve ficar voltado para baixo; neste exemplo,
gire o mapa de forma que o Sul fique voltado para baixo. Para
localizar as estrelas, escolha
um bom ponto de observação posicionando a carta corretamente de
acordo com o setor do céu a ser observado e bom divertimento!
Tabela de Horários Para o Uso
das Cartas
ilustração
tabela de horários
Cartas Celestes
1. janeiro (Capric.)
2. fevereiro (Aqua.)
3. março (Peixes)
4. abril (Áries)
5. maio (Touro)
6. junho (Gêmeos)
7. julho (Câncer)
8. agosto (Leão)
9. set. (Virgem)
10. outubro (Libra)
11. nov. (Escorp.)
12. dez. (Sagit.)
Cartas Celestes
para a Região Equatorial e as
Regiões Polares.
Equatorial 1
Equatorial 2
Equatorial 3
Polar Norte
Polar Sul
ilustração
Contemple o
Universo Sempre e Conclua Que Não é Obra do Acaso!