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Queimada Grande

   
 

 

 

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A Ilha da Queimada Grande encontra-se situada à 37 km da costa, acerca de 2 horas e meia de barco de Itanhaém. É o melhor point de mergulho (classe internacional, visibilidade de 25 metros, águas de um azul cobalto impressionante) e pesca esportiva do Litoral Sudeste Brasileiro. A ilha é parte do projeto de um Parque Estadual/Nacional no qual a pesca e a caça submarina serão proibidas num raio de 1 km ou milha em torno da ilha, contudo, o mergulho de observação (não predatório) continuará permitido. Existência de cardumes variados, raias jamanta (podem ser vistas da superfície, peixes-frades, cações; enfim peixes de diversas espécies tropicais freqüentam as águas da ilha. Baleias e golfinhos são vistos frequentemente acompanhando os barcos no trajeto e fazem a alegria de todos.

A ilha possui alguns naufrágios famosos, como o dos navios Rio Negro e Tocantins. O Navio Rio Negro pertenceu a Companhia Nacional de Navegação a Vapor, no Rio de Janeiro. Foi reconstruído em 1885 e vendido ao Lloyde Brasileiro em 1890. Ele fazia a rota Rio de Janeiro / Buenos Aires, com escalas em Santos, Cananéia, Iguape, Paranaguá. Seu casco era de madeira. Bateu no costão da Ilha de Queimada Grande em data de 17 de agosto de 1893. Está localizado no norte da ilha numa profundidade que vai de 3 a  20 metros. O Navio Tocantins fazia o trajeto Rio Grande do Sul / Manaus. No dia 28 de Agosto de 1933, tinha zarpado de Paranaguá com escala em Santos, onde deixaria carga de madeira e alimentos. Embora o mar estivesse calmo à noite, havia espessa cerração, impedindo assim avistar o farol da ilha, acarretando o encalhe da proa.Com a inspeção do navio, constatou-se infiltração de água nos porões. Após o acidente foi passada comunicação via rádio, mas o mar começou a virar, com um forte vento sudoeste, comum naquela região. O mar revolto arrancou o vapor de sua posição original e lançou-o contra as escarpas. O navio então começou a afundar. Todos os tripulantes abandonaram o vapor, e foram recolhidos pelo rebocador São Paulo que foi enviado para o resgate. Com o tempo, o Tocantins transformou-se num oásis de vida, abrigando em suas paredes uma infinidade de espécies de peixes tropicais.

 

 
   

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O parcel ao lado da ilha chamado de Parcel do João Ilhéu, é de uma montanha rochosa com vegetação endêmica (própria do local); refúgio e criadouro de aves marinhas, assim como, refúgio da Jararaca Ilhoa, cobra que é parente próxima da Jararaca que existe no continente, porém, com veneno mortal e muito mais poderoso. Esta cobra é endêmica do local, onde ali encontra seu santuário.

A ciência nos ensina que o nível dos mares modificou-se com o passar dos séculos. Há muitos milênios, talvez situava-se próximo aos paredões da Serra do Mar e acerca de 18 mil anos, época da última era glacial, situava-se próximo da região da ilha, que ainda não estava coberta pelo mar. Era uma região de restinga, cortadas por rios e riachos. Podemos apenas imaginar as praias retilíneas e a vegetação cheia de coqueiros e espécies da Mata endêmica local. Quando o nível do mar começou a subir (e ao que parece chegou até local bem mais além do que a atual costeira, devido as conchas que ainda são achadas em escavações em terrenos próximos e também longínquos das praias, no meio do mato), a água cobriu as áreas em torno das montanhas, que hoje em dia são as ilhas do litoral, deixando assim isoladas as jararacas, as quais evoluíram paralelamente àquelas do continente. Este fenômeno ocorreu também nas ilha dos Alcatrazes no Litoral Norte do Estado de São Paulo, onde existe também uma espécie de jararaca insular, porém minúscula em tamanho.

Essas cobras insulares são hermafroditas, ou seja, possuem os 2 sexos. Foi a solução que a natureza encontrou para épocas de superpovoamento da ilha ou escassez de indivíduos. Quando em determinada parte da ilha ou época há ocorrência maior de machos do que fêmeas, ou vice-versa, algumas desenvolvem o sexo oposto para então poder procriar. A ilha já foi objeto de diversos documentários, inclusive de redes de TV internacionais. Algumas pessoas inescrupulosas, especialmente de outros países se aproveitam da distância da ilha da costa para poder caçar ilegalmente exemplares da fauna, inclusive as cobras e enviá-las ao exterior. A Marinha vem tomando medidas para evitar este crime.

É proibido o desembarque na ilha por motivos óbvios e por que o local fará parte de um Parque Estadual / Nacional, embora já se constitua em ARIE, ou seja, área de relevante interesse ecológico. O que vem a ser uma ARIE? A ARIE é uma unidade de Conservação de uso sustentável, ou seja, ela admite o uso sustentável do meio ambiente, garantindo e preservando os recursos ambientais renováveis de forma socialmente justa e economicamente viável. Fazer o uso sustentável do meio ambiente é mesmo que aproveitar seus recursos sem degradar o meio ambiente, assegurando a sua preservação para as gerações presentes e futuras. As ARIES são áreas que abrigam características naturais extraordinárias ou exemplares raros do conjunto dos seres animais e vegetais da região, e, por isso, exigem cuidados especiais de proteção por parte do Poder Publico. São preferencialmente criadas quando tiverem extensão inferior a 5.000 há (cinco mil hectares) e houver ali pequena ou nenhuma ocupação humana por ocasião do ato declaratório de sua criação.

 

 
   

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A ARIE das Ilhas Queimadas Grande e Queimada Pequena, nos municípios de Itanhaém e Peruíbe, foi criada em 5 de novembro de 1985, pelo Decreto Federal n° 91.887. Atualmente é Administrada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e sua área abrange 33 hectares. As duas ilhas, mais a de Cambriú e a do Castilho, estão inseridas também na APA de Cananéia-Iguape-Peruíbe, sendo que a Ilha Queimada Pequena faz parte da Estação Ecológica Tupiniquins.

Estações Ecológicas Tupiniquins (Litoral Sul) e Tupinambás (Litoral Norte): a Estação Ecológica Tupiniquins foi criada pelo Decreto Federal n° 92.964,de 24 de julho de 1986. Seu objetivo é proteger as ilhas e Lages costeiras do litoral sul de São Paulo, abrangendo as ilhas de Peruíbe, Queimada Pequena, Laje, Noite Escura, Cananéia, Ilhote, Cambriú e Castilho. Com mais de 20 ha. de área, integra também a estação ecológica, o entorno marinho de cada uma das ilhas e lajes, num raio de 1 km (milha?) a partir das águas nos rochedos e nas praias.

Estação Ecológica Tupinambás: Foi criada pelo Decreto nº 94.656 de 20.07.1987. Abrange as ilhas e lajes de Alcatrazes (em São Sebastião) e as ilhas das Palmas e Cabras no litoral de Ubatuba. Parque Estadual da ilha Anchieta: inclui a ilha do mesmo nome, no litoral de Ubatuba.

Ilhas em processo de Restrição: existem projetos em andamento de diferentes origens para tornar TODAS as demais ilhas do litoral paulista em alguma forma de proteção ambiental (sejam reservas, parques, etc). A iniciativa mais atual é a tentativa de tornar a ilha da Queimada Grande, ULTIMA ILHA NÃO PROIBIDA DO LITORAL SUL PAULISTA também em reserva, através da fundação de um Parque Nacional.

A Marinha mantinha pessoas na ilha para cuidar do farol que ali existe. Devido aos vários acidentes causados pelas cobras, decidiu-se pela implantação de uma farol automatizado. A ilha é muito imponente e pode ser vista bem no meio da imensidão azul até mesmo do alto da Serra do Mar entre as montanhas, da pista de subida da Rodovia dos Imigrantes.

Pescadores, mergulhadores e visitantes, ajudem a preservar e respeitar o local; respeitem e preservem os peixes e os animais. Denunciem os infratores para a Capitania dos Portos. Pesca em época de defeso é crime ambiental regulado por Lei Federal e apenado com rigor.

Caso você tenha alguma foto sobre mergulho, digital ou digitalizada, tirada em torno da Ilha e quiser vê-la aqui no site, envie para editor@itanhaemvirtual.com.br que colocaremos no ar.

Nota: As fotos foram gentilmente cedidas por nosso leitor e colaborador Rogério Montilha. Algumas fotos abaixo foram retiradas da web. Caso não seja permitido o uso das mesmas neste site, envie um e-mail que serão sumariamente retiradas do ar. Ajudem-nos a promover a região.

 

 
   

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