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José de Anchieta

   
 

Chamado de "O Apóstolo do Brasil". Muito polêmico por algumas declarações que deixou sobre o extermínio dos Índios Tupinambás e de toda aquela nação. Irmão da Companhia de Jesus, José de Anchieta veio ainda jovem para o Brasil, dedicando-se à catequese indígena. Como Brasileiros, devemos à ele, à Igreja Católica, à Portugal, Nóbrega, assim como Cunhambebe, Aimberê, Pidobuçú e Coaquira, o Tratado de Paz de Iperoig, que veio garantir a unidade do território Brasileiro. Incansável em suas andanças nas praias longínquas e nos matos em Itanhaém, levou a Palavra de Deus aos Índios. Para tanto, estudou profundamente a Língua da terra, o Tupi, elaborando uma "Gramática da Língua Tupi". Seu papel tem sido revisto pela história no sentido de saber-se quem de fato foi o Padre José de Anchieta. Fundou São Paulo por iniciativa do Padre Nóbrega e com o concurso do Índio Tibiriçá, a qual se tornou uma das maiores cidades das Américas e do mundo...

Quem Foi José de Anchieta

Inegavelmente foi um herói para o Brasil. Aportou na Bahia, veio para a Região Sudeste onde participou ativamente na catequese dos índios de todo Litoral Paulista e na fundação de São Paulo, que se deu por iniciativa do Padre Nóbrega.

 

 

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O Brasil deve a Anchieta, ao Padre Manoel da Nóbrega, à Igreja Católica, aos Caciques Tupinambás Cunhambebe, Aimberê, Pindobuçu, Coaquira e aos Portugueses a grandiosidade e unidade do Território do Brasil. São mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, num território contínuo maior que o território contínuo dos Estados Unidos (sem o Alasca e o Havaí), falando uma mesma língua, em grande parte com uma mesma fé, compondo uma mesma nação. No século 16, tendo os portugueses feito grandes agravos aos índios Tupinambás, caçando-os para servirem de escravos nos Engenhos de São Vicente, aliou-se toda a nação Tupinambá com os franceses (com os quais esses índios já comerciavam pau-brasil há um bom tempo no século 16) contra o empreendimento Português, numa confederação conhecida como a Confederação dos Tamoios. Desta Confederação participavam todas as aldeias Tupinambás localizadas no território desde Caraguatatuba incluindo todo o Vale do Paraíba entre São Paulo e Rio, até o Cabo de São Tomé no atual Estado do Rio de Janeiro. A França havia construído um pequeno forte (Forte de Coligny) na Baía da Guanabara, batizando-a de França Antártica, base para a futura colônia e asilo religioso para protestantes franceses refugiados das Guerras de Religião na França e na Europa. Foi nesta época que viajantes franceses como André Thevet (escreveu "As Singularidades da França Antártica) e o calvinista Jean de Léry (escreveu "Viagem À Terra Do Brasil) visitaram o local onde hoje se situa a Cidade do Rio de Janeiro. Esta colônia, materializada no Forte de Coligny, atual Ilha de Villegaignon, ameaçava juntamente com os índios da Guanabara, vilas como Piratininga (São Paulo) e São Vicente. Era a época do Brasil Quinhentista que povoava o imaginário europeu.

         
         
   

       

   
 

Mapa da França Antártica

   

Pau-Brasil ou Ibirapitanga

 

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Diante da proeminente destruição da colônia Vicentina pelo invejável poder de guerra da Confederaçãos dos Tamoios, Nóbrega e Anchieta são transportados no barco de José Adorno até a aldeia de Iperoig (na atual Ubatuba - SP) para tentar fazer as pazes com os da terra. Graças a Anchieta, Nóbrega e ao Cacique Cunhambebe, a Paz foi celebrada no Tratado de Paz de Iperoig, o primeiro celebrado em toda a América.

De Itanhaém à Iperoig - Ubatuba

Anchieta havia aprendido o Tupi. Passava ele por Itanhaém, na época da quaresma, em andanças sem fim nas praias longínquas e nos matos, catequizando os índios, quando Nóbrega incumbiu-o de uma grande missão. Ele e o Padre Nóbrega iriam à aldeia de Iperoig (atual Ubatuba) para promover as pazes, local onde residiam os índios Tupinambás da fronteira, posto que seu território ia desde o Rio Juqueriquerê em Caraguatatuba até o Cabo de São Tomé no atual Estado do Rio de Janeiro. O grosso da nação Tupinambá na verdade se localizava na Baía da Guanabara onde possuíam inúmeras aldeias e em Cabo Frio (terra conhecida como Gecay pelos índios - que é também o nome do único tempero da cozinha nativa, feito da trituração do sal da Lagoa de Araruama com Pimentas Vermelhas). Este tempero era comerciado com os franceses que estabeleceram estreitos laços de amizade com os autóctones. Era também nos arredores de Cabo Frio que ficavam as misteriosas pedras sagradas, cultuadas e veneradas pelos Índios Tupinambás,muito embora outros afirmes que sua localização seria na Guanabara.

Retornando de Iperoig (Ubatuba), a história conta que Nóbrega vem juntamente com Cunhambebe para São Vicente e Anchieta fica refém em Iperoig. Em Iperoig, hoje em dia Ubatuba, muitos fatos estranhos se sucederam. Conta a lenda que Anchieta levitava, o que causava horror aos índios pois pensavam tratar-se de um feiticeiro. Foi nesta época segundo alguns historiadores, no abandono de seu cativeiro, que Anchieta teria escrito o famoso Poema à Virgem. Benedito Calixto, famoso pintor nascido em Itanhaém imaginou a cena e imortalizou-a em um dos seus quadros, "O Poema de Anchieta", se bem que a paisagem nada tem em comum com aquela de Ubatuba, então Iperoig. Calixto, na realidade, teria imaginado a cena sobre as praias retilíneas e longas que só existem no Litoral Sul.

   

   

"O Poema de Anchieta" de Benedito Calixto

Celebrada a Paz com os índios, Anchieta ajuda na fundação da atual cidade do Rio de Janeiro juntamente com muitos mamelucos vindos de Piratininga (São Paulo). Enfim, a obra de Anchieta reflete-se na paciente catequese dos índios, no incansável aprendizado da Língua Tupi, nas tarefas árduas da catequese pelos matos, ensinando e levando a palavra da fé aos índios da terra. Mesmo que algumas de suas declarações em relação à nação Tupinambá e aos Índios tenham sido muito polêmicas, é inegável a importância deste grande vulto histórico para o Brasil, e nesta história, como a Segunda Mais Antiga Cidade do Brasil, Itanhaém possui lugar de destaque

Joseph de Anxieta, nasceu em La Laguna de Tenerife, Ilhas Canárias, em 19 de março de 1534. Aos vinte anos de idade, foi enviado ao Brasil como integrante da comitiva de Duarte da Costa, segundo governador-geral da colônia, onde ensinou as primeiras letras aos índios e filhos dos colonos. A importância da obra escrita deixada por Anchieta, decorre em primeiro lugar do fato de ter sido produzida no Brasil e para brasileiros numa época em que a literatura sobre a colônia era meramente informativa e destinada a leitores europeus. A mesma apresenta dois aspectos de relevância para a história do Brasil: o trabalho de missionário e o de educador, ligado à criação literária e teatral. Tido como primeiro mestre do Brasil e iniciador da literatura brasileira, exerceu ambos os papéis de maneira harmônica e integrada. Em uma das cartas que escreveu durante sua permanência no Espírito Santo, o padre Anchieta diz ter sido enviado para ajudar na doutrinação dos índios, "com os quais me dou melhor do que com os portugueses". Anchieta morreu em Reritiba, hoje Anchieta, no Estado do Espírito Santo, em data de 9 de junho de 1597. Atualmente tramita um processo de beatificação no Vaticano sobre o Padre José de Anchieta.

Datas Anchietanas

 
  • 19.03.1554 - Nasce em Tenerife nas Ilhas Canárias
  • 01.08.1551 - Ingressa no Seminário em Coimbra
  • 13.07.1553 - Aporta na Bahia
  • 25.01.1554 - Fundação de São Paulo de Piratininga
  • março/abril 1553: Quaresma em Itanhaém
  • 04.05.1563 - Em Yperoig (Ubatuba) para o armistício
  • 1565/1567 - Assiste a fundação do Rio de Janeiro
  • 1566 - Ordenado Sacerdote na Bahia
  • 1578 - 1586 - Provincial dos Jesuítas no Brasil
  • 1587 - 1597 - Últimos anos no Espírito Santo
  • 09.06.1597 - Morte em Reritiba (atual Anchieta) no Espírito Santo

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